quinta-feira, 11 de maio de 2017

VIPER - Circo Voador - Rio de Janeiro 28 de fevereiro de 2016

Lançamento do DVD To Live Again, Live In São Paulo

Antes de tudo... nos primórdios
E pensar que um incidente com uma bola resultaria em uma das bandas mais influentes do Heavy Metal Brasileiro e mundial. Andre Matos, após conhecer Pit Passarell e este, o convidar para integrar sua banda, curiosamente, foi escolhido (segundo o próprio Andre Matos, empurrado) para assumir os vocais porque era o "cantor menos pior de todos", segundo seus amigos e também porque lembrava levemente Bruce Dickinson do Iron Maiden. Nascia, então, o Viper.

Ouvi o som do Viper a primeira vez aos seis aos de idade, ainda sem entender direito e sem saber distinguir o gênero musical, que para mim era barulho. Já na adolescência para ser exata no colégio, as turmas se formavam por tribos e estilos musicais... acredito que até hoje seja assim, eu me identificava com a tribo Rock'n'Roll, onde as meninas eram cheias de acessórios, bandanas, cabelão até a cintura, que se maquiavam e andavam vestidas de preto e no auge do Grunge, de 93 para 94... com a camisa xadrez amarrada na cintura, ou com a camiseta de alguma banda preferida.

Nesta época voltei a ouvir o 'tal barulho', só que agora identificado como Heavy Metal, Hard Rock, Metal entre outros gêneros dentro deste estilo. Entre as bandas ouvidas e preferidas entrava novamente em cena o Viper, especialmente ao ouvir Living For The Night, lembro o que senti, como se fosse hoje, um arrepio que vinha até a nuca com aqueles agudos, enfim, me tornei fã instantaneamente.

Anos remotos, com os recursos escassos dos tempos dos primórdios da Internet ansiava por um show ao descobrir que o vocalista original Andre Matos, que até então eu conhecia somente por nome (nunca tinha visto foto), havia saído da banda em 1990. Frustrada por nunca ter ido a um show da banda, ouvia sem parar os discos gravados por eles.




A volta do Viper
Eis que uma entrevista de 2012, com Andre Matos (vocalista), Hugo Mariutti (o guitarrista substituto de Yves Passarell, que hoje está no Capital Inicial) e Guilherme Martin (baterista) foi republicada, contando como aconteceu a reunião do Viper, que resultou em apresentações em diversos estados do país e, até mesmo, no Rock In Rio de 2013 e com apoio e iniciativa do site WikiMetal, Guilherme Martin foi parte fundamental para que tudo isso ocorresse. Confira a entrevista em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=61&v=wUpbOR_eH4o.

Eu por motivos pessoais não pude ir a nenhum show e a frustração só aumentava, em 2015 na Virada Cultural novamente aconteceu um show do Viper em São Paulo e gratuito, nova frustração, não pude comparecer, parecia que eu nunca ia conseguir ver um show ao vivo da banda que ouvi a adolescência inteira.

Em 6 de dezembro de 2015, o coração dispara até a boca, consegui ir ao show da banda em São Paulo/SP, e foi um show sensacional como eu já imaginava que seria. Não contente, quis um bis, afinal, não é sempre que uma das suas banda preferidas e queridas se reúne e sai em turnê comemorativa, e o melhor... cantando suas músicas preferidas. Então, viajei até o Rio de Janeiro/RJ para curtir mais um show, que foi realizado no dia 28 de fevereiro de 2016, no Circo Voador. E claro, a emoção não poderia ter sido diferente... arrepios e coração disparado ao vê-los reunidos no palco com tanto entusiasmo.



O Circo Voador
Um público numeroso logo lotou o Circo Voador (que para você que não conhece o local... trata-se uma arena redonda com um palco coberto de lona e um telão no fundo com arquibancadas como num circo mesmo, em volta e acima de frente para o palco, o nome faz jus ao local, porém, digamos um circo moderno e não arcaico, é nítido quando dou umas voltas para conhecer o local e observo a qualidade dos equipamentos montados no palco para o espetáculo e também a ótima iluminação), as opções no menu no bar aceitando muitas formas de pagamento, e como não podia deixar de ser num circo... um ambulante - que claramente autorizado - circulava vendendo seus amendoins torrados sem cascas e quentinhos na brasas de uma lata improvisada.

Além dessa arena onde fica o palco, o espaço ao redor é todo ao ar livre e arborizado com alguns coqueiros, que dão charme ao local parecendo um quiosque de praia, e foi muito oportuno devido ao calor que fazia nesta noite, com muitos lugares para sentar e mesinhas. O Circo Voador conta ainda com um telão externo neste espaço, onde para quem quisesse ver o show mais distante ou mesmo sentado (o que não ocorreu quando a banda subiu ao palco).

Os banheiros ficam no fundo, estavam limpos, equipados higienicamente falando, próximos a entrada do camarim e passagem de acesso aos músicos, que mais tarde após o show foram até o local fazer fotos e atender ao público. E ainda tinha um 'stand de merchandising' (do site do WikiMetal), muito bem municiado com Cd´s do Viper, DVD's, livros e cd´s de Felipe Machado solo, cd solo de Pit Passarell e camisetas de comemoração de 30 anos do Viper.

E com vocês... o Viper
A ansiedade rondava a todos, a expectativa era crescente de como seria este show, a introdução se deu por volta das 20:10, aproximadamente, as luzes baixam, a música de abertura começou a rolar e a entrada do Guilherme Martin no palco fez o público ovaciona-lo seguido de Hugo Mariutti, Felipe Machado e Pit Passarell e a expectativa para ver o vocalista era enorme.

Eles saudaram o público, tomaram suas posições, assumiram seus instrumentos e iniciaram Knights Of Destruction (faixa que abre o Soldiers Of Sunrise de 1987) e então surge no palco Andre Matos levando os presentes ao delírio, já de cara deu para notar que de circo só o nome, pois, não havia nenhuma palhaçada, aquilo era sério e estava demais, sendo executada da melhor forma possível, com som limpo e sem nenhum ruído, com volume adequado, acústica perfeita, a voz limpa e clara do Andre Matos, enfim, não tinha como segurar o coração para que não batesse tão forte, pronto... o picadeiro pegava fogo. Não literalmente como no incidente do primeiro show (o primeiro show da turnê do álbum Soldiers Of Sunrise, onde um incidente com uma tocha quase incendiou o teatro do tradicional Colégio Rio Branco, em São Paulo). Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=I4IQj9FSEHs

A próxima música tocada foi a To Live Again (do Theatre Of Fate, 1989), que dá nome a turnê, nitidamente acalorado pela noite abafada, Andre Matos retira a sua já conhecida jaqueta preta de couro ficando com uma camisa também preta e colete curto de couro e seus acessórios notáveis e já conhecidos de seu público. Coming From The Inside (do Evolution de 1992), com Pit Passerell e Andre Matos dividindo os vocais foi a terceira música da noite, fazendo Pit tirar a camisa preta de caveiras coloridas devido ao calor, que nesse momento já estava absurdo, só Hugo Mariutti parecia não sentir calor com uma blusa de manga cumprida fechada até o pescoço (eu estava derretendo só de olhar para ele).

Andre Matos faz uma pausa para conversar e cumprimentar o público falando sobre a gravação do cd e DVD, a reunião com a banda e fala sobre a gravação ter sido realizada em São Paulo e é surpreendido por uma vaia ao pronunciar o nome da cidade, mas, não perde o rebolado se dizendo também um pouco carioca de Niterói, fala sobre ter familiares no Rio de Janeiro e ainda arrisca umas palavras com o sotaque tão notável dos cariocas arrancando risos do público. Pit Passarell não deixou por menos dizendo o quanto adora a cidade e os acarajés... levando todos aos risos e aplausos, porém, os presentes ansiavam por música e alguém do meio da plateia soltou um sonoro: "Toca música porra!" - cortando o discurso no meio e ele, bem irreverente respondeu; "Então tá…" - sorriu, olhou para banda e respondeu: "vamos tocar música então porra!", entrou na brincadeira e tirou risos de todos.

At Least A Chance (do Theatre Of Fate) esfria os ânimos e anima o público com agudos empolgantes e a batida certeira da bateria, com a combinação das guitarras num solo admirável, e logo chega a vez de Nightmares (do Soldiers Of Sunrise), a hora de Guilherme Martin abrilhantar num solo com suas baquetas e a entrada triunfal do solo da guitarra em perfeita harmonia com o coro "hooooo hoooo" dando um parecer de soldados formando um pelotão de combate, com seus braços erguidos saudando o comandante da batalha, posso chamar de 'o coro da guerra...' passando em seguida e sem parar para Wings Of The Evil (outra do Soldiers Of Sunrise) com sua introdução cortante e com o solo impecável de guitarra, que me faz pensar: tudo isso foi composto orquestrado e arranjado por adolescentes? (geneticamente modificados? Penso eu, fico pasma com o talento não tem explicação).

Felipe Machado assume os vocais para a execução de The Shelter (do Evolution), música que conta com uma regravação em seu disco solo, lançado recentemente com o baixista Rob Gutierrez, que trabalhou com o guitarrista no estúdio e saiu direto da pista para assumir as quatro cordas. Pit Passarell aguardou alguns minutos fora do palco até voltar e tomar conta dos vocais The Spreading Soul (também do Evolution) acompanhado apenas pela guitarra de Felipe Machado em um momento especial.

Soldiers Of Sunrise, que intitula o primeiro álbum da banda era muito aguardada pelo público, Andre Matos brincando de solar o pedestal do microfone imitando primeiro o Hugo Mariutti e depois o Felipe Machado. Era o prenúncio de algo estava por vir? Falando em solo, ele foi brilhantemente executado pelo Hugo Mariutti enquanto Andre Matos regia plateia toda delirante. Desta forma prosseguiram o show com "Dead Light" (Evolution), "Signs Of The Night" (Soldiers Of Sunrise) e A Cry From The Edge (Theatre Of Fate), aliás, ao ouvir essa música ao vivo, se entende e concorda o porquê do Andre Matos ser considerado o melhor vocalista de Heavy Metal do Brasil, se está curioso (a) ou discorda assista em https://www.youtube.com/watch?v=G8hYVKwwe0o outro solo matador, com pancadaria das melhores na bateria do Guilherme Martin, combinação + efeito = "estou boquiaberta". Estes são os momentos que percebo a boa fase a técnica, a qualidade, o poder de som do Viper, um agudo de mais de 20 segundos é impecável, um arraso total, um deleite para a plateia, que ficou ensandecida neste ápice levando a aplausos e gritos de "é o melhor" e "olê, olê olê Viper, Viper", que emocionam o vocalista.





Hora do hit máximo
Então, chega o momento mais aguardado (por mim) com a Living For The Night (sucesso do Theatre Of Fate) e parece que o coro foi ensaiado com a plateia de tão bonito que ficou, pois, foi emocionante e cantada com vontade com os agudos irrepreensíveis, quando antes do refrão para tudo, somente parte instrumental tocando e ouvimos: "Ainda não chegamos ao fim, mas estamos quase [...] podemos não tocar bem, podemos não cantar bem, mas, o que sai daqui só o Viper sabe fazer "- palavras do Andre Matos, e neste momento um fã sobre ao palco, porém, foi rapidamente retirado pelo segurança não atrapalhando o show, muito pelo contrário, este fã divertiu quem assistia e em seguida um segundo fã sobe ao palco, entretanto, este foi mais sortudo e conseguiu abraçar e ser abraçado pelo Andre Matos, que o tratou carinhosamente e ainda emprestou o microfone para que este anunciasse que o Andre Matos estava no Circo Voador e foi aplaudido, mas claro, também retirado rapidamente e o show seguiu.

Andre Matos foi apresentando a banda e informando sobre a ausência de Yves Passarell, o motivo por não poder estar presente, o porquê de Hugo Mariutti estar fazendo a substituição, mas, Pit Passerell rouba a cena agachando-se na frente do palco enquanto Andre Matos discursava, retira seu baixo e entrega a um garotinho de aproximadamente oito anos de idade, que estava acompanhado do pai e este garotinho tocou as cordas arrancando admiração dos presentes e risos do maestro.

Uma reunião de amigos...
E então vem o momento "vamos brincar"? E Hugo Mariutti começa a tocar Crazy Train do Ozzy Osbourne, o público recebeu muito bem e respondeu cantando junto num único coro "I'm going off the rails on a crazy train" (aliás, muito oportuna música para o momento de crise atual, que assola nosso país. Recomendo verem a tradução, proposital? Não sei, talvez coincidência), capitaneando assim, um breve momento de descontração.

Andre Matos reúne a banda junto a bateria e combina algo. Desta maneira ele surpreende a todos com a Breaking The Law do Judas Priest tocada na integra, a cada agudo tenho eu vontade de subir ao palco também e agradecer pessoalmente por ser agraciada com tão magnífica interpretação, o público neste momento ensaia um 'bate cabeça', mas tudo ocorre muito bem, só a diversão correndo solta e no palco também fica transparente o entrosamento dos integrantes e o quanto estão se divertindo, que mais parecem meninos que voltaram a adolescência, não parecia um show e sim... a reunião de grandes amigos fazendo o que gostam exibindo uma harmonia constante durante todo o show, onde dá para perceber a amizade, a cumplicidade e o entrosamento, que é contagiante fazendo um grande espetáculo, digno de ser lembrado para sempre (mesmo com as pequenas microfonias, foram despercebidas e nada marcante).

Foi tão espontâneo, que a música acabou com Andre Matos no baixo e Pit Passarell nos vocais, não foi delírio... foi realidade!!! Pit Passarell diz que o chapéu que estava usando (estilo pescador) é uma singela homenagem para o músico Champignon, ex-baixista do Charlie Brown Jr. E começam a tocar a Prelude To Oblivion (do Theatre of Fate) e a descontração é tão perceptível, pois, eles estão tão à vontade no palco, que Pit Passarell acende um cigarro e o Hugo Mariutti resolve fazer o mesmo (lembrando que o espaço é aberto e cabia tal gesto).




Lembrando dos heróis
E voltaram as homenagens detonando tocando o clássico Ace Of Spades do Motörhead... o público enlouquece, aplaude, grita, assovia e canta junto com Pit Passarell, que assumiu os vocais e Andre Matos tranquilo atacando de baixista, e quando penso que não cabe mais surpresas, ainda rolou Holy Diver do Dio - simplesmente magnífico - mesmo sendo apenas um trecho e Pit Passerell pede aos companheiros de banda: "Lembra de mais alguém que morreu aí?", assim, rolou uma ensaiada de Billie Jean do Michael Jackson com direito a um 'moonwalk' de Pit Passarell (que diga-se de passagem... está em excelente forma desde o show em São Paulo onde saiu de lá para uma cirurgia de retirada de vesícula).

Os bicos, caretas e 'bangeadas' da cabeleira de Andre Matos somados as poses e gestos já consagrados não faltaram, só abrilhantaram mais a noite e quando este momento acabou, o vocalista lembrou que cortou Living For The Night no meio e a finalizou lindamente com os agudos mais cortantes e impecáveis, que ele faz de forma tão bela (mesmo eu achando que ele estava um pouco rouco, o que não fez a menor diferença).

O Viper se despede, sai do palco e as luzes se apagam. Após quatro minutos de expectativas, eles voltam ao palco para o bis, que ficou por conta da explosiva Rebel Maniac (do Evolution) e a H.R. (do Soldiers Of Sunrise), momento este nunca imaginado pelo público, uma versão, segundo Felipe Machado, inédita, em que Andre Matos assume a guitarra de Hugo Mariutti e entrega o microfone para que ele e Pit Passarell assumam os vocais, a banda estava curtindo a plateia também, várias interações até mesmo o irmão do Felipe Machado, o Nando Machado sobe ao palco dando uma palhinha no final do show assumindo o baixo, uma verdadeira demonstração de carinho e respeito entre todos os presentes.

No telão de fundo do palco eram mostradas as artes dos álbuns da banda e foi uma grande festa promovida pelo Viper. A comemoração do lançamento do cd/DVD To Live Again, Live In São Paulo conta com os membros fundadores Pit Passarell (baixo), Felipe Machado (guitarra), Andre Matos (vocal), além de Guilherme Martin (bateria) e Hugo Mariutti (guitarra). Ao final do show, os músicos ainda atenderam aos fãs posando para fotos e concedendo autógrafos interagindo, ou somente conversando.


















Agradecimentos:
Noite histórica, marcante e só posso agradecer a vida por proporcionar momentos como este, únicos e inesquecíveis para guardar para sempre, afinal, esperei por vinte e poucos anos, mas, não tem preço ver um show da banda de infância, adolescência e de toda uma vida... em um show tão lindamente executado, que foi impecável, sem erros e tecnicamente perfeito, num ambiente descontraído e ao lado de pessoas queridas, como o fotografo Luiz Eduardo Guida Valmont, o qual cede as fotos para esta resenha e a Mara Marly, esposa do Pit Passarell, que me fez companhia e alegrando a noite com momentos de descontração e muitos risos, a Alessandra Martins, amiga querida que mesmo não podendo ir ao show... se desdobrou para que essa resenha pudesse se realizar, ao Fernando R. R. Junior responsável e editor do Rock On Stage, amigo de tantos anos e que confiou a mim, a missão de resenhar sobre o show, ao Circo Voador que concedeu o credenciamento, ao Felipe Martins (guitarrista do Viper), que me enviou pessoalmente o set list atendendo prontamente meu pedido e claro... ao Viper, a todos os seus integrantes pelo simples fato de existirem e realizarem este trabalho tão incrivelmente.

A banda é fascinante e seus membros são exemplos de humildade, conforme pude conferir isso de perto na tarde de autógrafos concedida na Livraria Cultura em São Paulo no dia 21 de novembro de 2015, enfim, o carisma, o carinho e a simplicidade contagiou a todos numa divertida tarde, posso dizer que a admiração só cresce, meus sinceros agradecimentos por fazerem parte da minha história e proporcionarem momentos como este, só posso ansiar por mais shows e momentos como este.


Setlist do Viper
1 - Knights Of Destruction
2 - To Live Again
3 - Coming From The Inside
4 - At Least A Chance
5 - Nightmares
6 - Wings Of The Evil
7 - The Shelter
8 - The Spreading Soul
9 - Soldiers Of Sunrise
10 - Dead Light
11 - Signs Of The Night
12 - A Cry From The Edge
13 - Living For The Night / Crazy Train / Breaking The Law
14 - Prelude To Oblivion
15 - Ace Of Spades / Holy Diver / Billie Jean / Living For The Night
Bis
16 - Rebel Maniac
17 - H.R.


Fotos: Luiz Eduardo Guida Valmont
Agradecimentos à Rê Reis e à equipe
do Circo Voador pela atenção e credenciamento Março/2016

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